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CRAS Falchi leva idosas para conhecerem o mar

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 14 horas
  • 3 min de leitura

A Praia José Menino, em Santos, foi a escolhida para que o grupo pudesse ter momentos felizes


“É maravilhoso! Entrei, brinquei, levei pra água comigo até quem tinha medo”, divertiu-se Jacira de Oliveira, que viu o mar pela primeira vez. “Eu entrei de roupa, porque nem sabia o que levar para a praia. É sensacional! Se pudesse iria todo mês!”, disse a integrante de um grupo de 14 pessoas com mais de 60 anos, atendidas no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), na Vila Falchi, da Secretaria e Assistência Social da Prefeitura de Mauá.


O grupo foi até Santos, no litoral sul paulista, na Praia do José Menino, numa atividade cujo objetivo é proporcionar experiências diversificadas e prazerosas. Duas destas pessoas sequer conheciam o mar, outras não o viam há muito tempo. Ao se encontrarem nesta quarta-feira, pela manhã, bronzeadas, elas comentavam da viagem.


Auriceia Ferreira Nunes sofreu dois acidentes vasculares encefálicos (AVE) e tem dificuldade de fala, mas é bem compreendida no grupo. Ela é a Mamãe Noel nas festas de final de ano no CRAS Falchi. “Fora daqui, muita gente ri de mim… Aqui eu sou incluída. Fazia 37 anos que não ia à praia”, disse Auriceia. Completando 47 anos de casada, ela tirou risadas da turma. “Agora, meu casamento está melhor que antes. A surpresa foi voltar da praia e encontrar meu marido cheio de saudades”, disse, maliciosamente. É que as senhoras do grupo conversam bastante, dão várias ideias, trocam experiências. Por este motivo, o grupo que se encontra há quatro anos se chama ‘Oficina de Troca de Saberes.’


“Esta é uma importante oportunidade das pessoas se relacionarem, fortalecendo as relações de amizade e convívio social, fundamentais para garantir mais qualidade de vida”, afirmou a secretaria de Assistência Social, Fernanda Oliveira. Algumas destas idosas vivem em situação de vulnerabilidade social e participam programas de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Programa Bolsa Família. No PAIF, as idosas participam de ações sistematizadas para fortalecer vínculos familiares, prevenir rupturas de laços e promover o acesso a direitos.  Nas atividades desenvolvidas no CRAS Vila Falcchi pelo PAIF, são realizadas oficinas com famílias, reuniões, palestras, atividades externas, bailes, festas, visitas domiciliares e acompanhamento individualizado.


“Eu venho aqui faz dois anos. Não fui à praia, mas venho aqui para conversar e ensinar crochê”, disse a aposentada Marlene Tereza Taicella. “A Josefa parecia uma menininha no mar”, disseram. “Aqui eu me distraio. Toda quarta-feira, diabetes, pressão alta e as doenças somem quando chego no grupo”, falou Josefa de Lima.


Maridete Gomes é uma artista do artesanato. Ela faz e ensina o bordado do tipo Renascença. “E eu gostei muito de ver o mar, o caminho, a estrada, o alto da serra… E minha família ficou feliz de me ver feliz”, explicou. Ela era triste quando começou a frequentar o grupo. Mas foi ali que encontrou apoio e aprendeu a se expressar.


Maria Francisca de Souza Lima adorou o passeio. “Fazia 30 anos que eu não via o mar e o CRAS me deu esta chance. “É só meu velho e eu. Aqui no grupo tive a luz que precisava para sobreviver”, avalia Francisca. “A diferença que o grupo fez na vida delas é gratificante. Enquanto servidora, é passo que sou paga. Mas, fui estudar e me especializar em Gerontologia para lidar com pessoas idosas. É muito gratificante! Cada uma tem seus problemas e a gente as ajuda a enxergar uma saída”, disse a assistente social Regimar Sousa de Abreu, que coordena o grupo.

 
 
 

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