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Braskem reforça importância da compreensão da cadeia pós-consumo e apresenta soluções do Cazoolo para acelerar a circularidade das embalagens no Brasil

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    Redação
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura

Centro de design circular de embalagens da companhia desenvolve projetos que integram experiência do consumidor, reciclabilidade e inovação, mostrando que a economia circular é possível quando começa ainda no briefing dos produtos


A construção de uma economia circular no Brasil ainda passa por desafios estruturais e culturais. Segundo dados do setor de resíduos, o país convive com milhares de lixões ativos e com uma parcela da população sem acesso regular à coleta, o que limita o avanço da reciclagem e afeta diretamente o destino das embalagens pós-consumo. Nesse cenário, a Braskem, petroquímica global que desenvolve soluções sustentáveis da química e do plástico para melhorar a vida das pessoas, reforça que a circularidade só se torna viável quando todos os elos da cadeia, da indústria ao consumidor, compartilham responsabilidade e quando o design de novos produtos considera o fim da vida útil desde a sua concepção.


Para a companhia, um dos principais gargalos para o avanço da circularidade no ambiente corporativo é o desconhecimento sobre o funcionamento real da cadeia pós-consumo. “É comum que o primeiro briefing de um novo produto ignore etapas essenciais da jornada da embalagem após o descarte. Mas não existe circularidade se o design não considerar o que acontece depois que o consumidor termina de usar aquele item”, explica Fabio Sant’Ana, especialista em Desenvolvimento de Mercado e Novos Negócios no Cazoolo.


Ao contrário do que muitos ainda acreditam, desenvolver uma embalagem reciclável não se resume a conhecer índices gerais de reciclagem do país. O ponto de partida é responder: essa embalagem é reciclável na prática? E, se não for, o que precisa mudar?


Esse olhar questionador, muitas vezes, exige rever escolhas de materiais, formatos, cores e requisitos previamente estabelecidos. Segundo o Cazoolo, esse ajuste pode demandar a revisão completa de briefings e isso deve ser entendido como parte natural do processo de inovação. “Não dá para esperar resultados diferentes insistindo nos mesmos parâmetros tradicionais”, reforça Fabio.


Outro elemento essencial é a participação do consumidor. Sem engajamento na etapa de uso e descarte, qualquer solução perde eficiência. O exemplo dos refis flexíveis ilustra essa dinâmica: apesar de reduzirem material e custos, muitos deles ainda dificultam a experiência de refilagem ou não são estruturados em materiais monomateriais, o que compromete a reciclabilidade.


Com o objetivo de ajudar o mercado a avançar em soluções de refil mais sustentáveis, o Cazoolo desenvolveu um stand-up pouch que alia experiência aprimorada de refilagem, reduzindo desperdícios; design monomaterial, facilitando processos de reciclagem; e viabilidade técnica e competitiva, garantindo escala sem onerar o consumidor.


A solução mostra que, embora desafiador, é possível unir performance, custo, usabilidade e circularidade. Para a Braskem, projetos como esse reforçam que a sustentabilidade não precisa ser vista como obstáculo, mas como diferencial competitivo.


Avançar na economia circular exige incorporar esse tema antes mesmo da prototipagem, na origem das discussões. Ao entender como funciona a cadeia pós-consumo e ao trazer esse olhar para o design, para o produto e para a comunicação, as empresas aumentam suas chances de criar soluções verdadeiramente circulares.


“A provocação que deixamos para o mercado é simples e poderosa: o que pode ser feito diferente hoje? Começar pelo design é um caminho concreto para reduzir resíduos, aumentar a reciclabilidade e ampliar o papel da indústria na construção de um futuro mais sustentável”, reforça Fabio.


A jornada de circularidade liderada pelo Cazoolo reflete a estratégia ESG da Braskem, que prioriza inovação, redução de impactos ambientais e fortalecimento da cadeia de reciclagem. Ao integrar critérios de reciclabilidade, uso responsável de recursos e engajamento do consumidor, a companhia demonstra que é possível unir competitividade e responsabilidade. O compromisso é seguir ampliando iniciativas que contribuam para uma transição efetiva para a economia circular no Brasil.

 
 
 

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